terça-feira, 28 de junho de 2011

Descenso de um gigante

Capa do Diario Olé de segunda-feira, dia 27.
O Club Atletico River Plate está na segunda divisão do campeonato nacional. O futebol argentino está vivendo um momento histórico. O babilônico clube mergulha em uma crise sem precedentes aguçando o sentimento de raiva e dor de milhares de torcedores. Após o empate em casa, no Monumental de Nuñez praticamente lotado contra o Belgrano, o River deixa a série A nacional com baderna, violência e muita indignação.
A maior rivalidade das Américas vive dias com sentimentos ambíguos. De um lado a tragédia dos Milionários, como são conhecidos e que aos 110 anos deixam de disputar a elite do futebol argentino. De outro a agitação e o doce sabor dos torcedores de seu maior rival, Boca Juniors, que vê seu inimigo em situação bastante complicada dentro e fora das quatro linhas.

Sentimentos distintos


A rivalidade futebolística atrapalhou o meu processo de admiração pelas coisas boas dos hermanos argentinos. Não foi esse o motivo principal, lógico, e sim o traço de personalidade combativa, persistente, de veneração pelo que é seu, o que por muitas vezes soa como arrogância, petulância... Em 2010 resolvi fugir do Carnaval e “esticar” até Buenos Aires. Câmbio favorável e distante pouco mais de uma hora e meia de Porto Alegre, além de boas referências colhidas de amigos despertaram meu interesse. Talvez como uma paixão fulminante daquelas de tirar o fôlego fez com que me rendesse aos encantos da capital argentina. No mesmo ano voltei em um feriado de novembro e em um momento histórico. Falecia havia uma semana Nestor Kirchner, ex-presidente e esposo da atual mandatária, Cristina.
Como jornalista busquei entender um pouco dessa relação conturbada entre eleitores, admiradores e descontentes com os rumos do país nos últimos anos. Foi aí que passei a admirar cada vez mais o espírito nacionalista, de nível cultural elevado se comparado com o nosso, que brigam por melhorias e buscam incessantemente os jornais e revistas para devorar as editorias de economia e política. Obtive registros interessantes de tristeza, como é o sentimento de parte considerável da população e outros de pouca lamentação. Ao questionar um taxista a resposta seca e áspera - Como está a Argentina após o falecimento de Nestor? - questionei. "Mejor", sentenciou sem titubear.
Costumo endossar as palavras do Carlito quando afirma que a melhor maneira de conhecer uma cidade é sentir seus cheiros. Lógico que usa de uma metáfora para subentender que para se conhecer a fundo uma cidade, um estado ou país, são necessárias três coisas: andar, andar e andar. Minha paixão pela capital hermana vai muito além das rivalidades clubísticas de Boca e River, o colorido do Caminito, a imponência do Obelisco ou o charme dos passos de tango ao som de Gardel. Passa pelo sentimento de veneração pelo “seu”, inquietação pelo “nosso” e o nível cultural e patriótico exacerbado. Um país, precisa antes da educação, amar-se aos seus. E isso na Argentina, hoje de Cristina, é o que não falta.


Solidariedade a Cristina


quarta-feira, 22 de junho de 2011

Chegada cautelosa

Brasil na terra do tango

A Seleção Brasileira de Futebol desembarcou na noite desta terça-feira na capital Argentina. Com discurso unifome e aparente concentração, os comandados de Mano Menezes já iniciam sua maratona de treinos no luxuoso resort. Entre os mais experientes, Júlio César e Robinho mostram-se tranquilos e focados na disputa do torneio.

Foto: Felipe Dana, AP


Nossa equipe desembarca na noite de sexta-feira, dia 01 em Buenos Aires, onde permanece como base até a estreia do Brasil em La Plata, contra a seleção da Venezuela no dia 03.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A Caminho da Copa

Conforme o título deste post e do próprio blog, estamos permanentemente A Caminho da Copa. Agora, mais do que nunca, em todas as suas esferas. Em mais um projeto arrojado da Vang FM e JM/Jornal de Marau, partimos para a Copa América, de 01 a 24 de julho onde 12 seleções disputam o torneio mais importante da América Latina. Nosso olhar, local, mais uma vez volta-se para o global inserindo milhares de ouvintes/internautas/leitores na rota dos grandes eventos esportivos. Após oito (08) Copas do Mundo, uma (01) Copa das Confederações e inúmeras feiras internacionais, o "nosso" jornalismo chega na Argentina para literalmente "fazer" todo o país. Em um trabalho conjunto com o colega Estevan, desembarcaremos em Buenos Aires, onde será nossa base até a estreia brasileira dia 03 contra a Venezuela em La Plata, região metropolitana. Após seguiremos para Córdoba, região central onde o Brasil cumprirá seus dois próximos compromissos.

Acompanhe toda a nossa cobertura, passo a passo em foto/vídeo/texto através deste blog, que pode ser acessado no http://www.vangfm.com.br/, ou nas redes sociais como o twitter (www.twitter.com/luigisilvestri). Nos 93.7 da Vang FM, dois boletins diários (um no Espaço Plural e o segundo na programação da tarde) e também na edição semanal e online do JM/Jornal de Marau com páginas especiais. Comente, dê seu palpite, interaja. A Copa já começou e juntos, coparemos aqui!


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Vídeo Institucional Vang/JM